(55) 3538-1799

NO AR

Sertanejão Bom Demais

Com Jéssica Eckert

Brasil

Municípios gaúchos podem perder até R$ 757,5 milhões a partir de 2026 com ampliação da isenção do IR

Publicada em 20/10/2025 às 08:20h

por RÁDIO CIDADESA


Compartilhe
 

Link da Notícia:

 (Foto: Reprodução)

Ciente da relevância social da ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para os brasileiros que recebem até R$ 5 mil mensais, a Famurs manifesta, por outro lado, preocupação em relação ao impacto da proposta sobre as finanças públicas municipais. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 1º e está em análise no Senado.

Conforme levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), as prefeituras gaúchas podem perder até R$ 757,5 milhões apenas em 2026 com a correção da tabela do IR.

A redução de receitas seria motivada pela diminuição das parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pelo recuo de arrecadação própria com servidores que deixariam de contribuir no novo cenário. Em todas as cidades do país, a perda é estimada em R$ 11,7 bilhões.

Soma-se a isso o fato de que 2026 marcará o início da fase de transição que será decisiva para o equilíbrio estrutural das finanças municipais, pois o ano será utilizado como base para o cálculo da média do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – previsto na Reforma Tributária em substituição ao ICMS e ISS.

– Entendemos a importância do debate e não contestamos o mérito da isenção de IR para quem recebe até R$ 5 mil e nem somos favoráveis a cobrar mais impostos da população, mas é imprescindível que o Congresso preveja mecanismos claros de compensação aos municípios. Da forma como a proposta passou pela Câmara, ainda vemos fragilidades e é grande o risco de que os municípios saiam ainda mais prejudicados no já combalido Pacto Federativo. Menos recurso na ponta significa cortes de serviços e atendimento à população prejudicada –, alerta a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira.

Embora as perdas do FPM possam ser parcialmente compensadas pela criação do Imposto de Renda mínimo e pela tributação de dividendos, a queda de arrecadação no recolhimento do imposto de renda do funcionalismo municipal é definitiva.




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:








.

TELEFONE/WHATSAPP

55 3538 1799

Copyright (c) 2026 - FM SUCESSO - Sucesso FM 88.3 - Boa Vista do Buricá - Crissiumal
Converse conosco pelo Whatsapp!