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La Niña confirmado: veja como ele vai atuar na região

Publicada em 13/10/2025 às 08:18h

por Agro Estadão


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 (Foto: Reprodução)

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o La Niña. O boletim diz que o fenômeno já está presente no continente e deve persistir até fevereiro de 2026, com transição para neutralidade entre janeiro e março. 

Porém, segundo a NOAA, a fase atual do La Niña deve ser fraca, com resfriamento das águas do Pacífico Equatorial entre –0,5°C e –0,9°C. Dados que indicam um La Niña de curta duração e com efeitos limitados sobre o clima.

A expectativa é que o fenômeno ganhe maior intensidade a partir de dezembro, reduzindo gradualmente entre janeiro e março, quando aumenta a probabilidade de condição neutra (em cinza, no gráfico abaixo).

Efeitos na região Sul

De acordo com o meteorologista Flávio Varone, do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), os efeitos mais perceptíveis do fenômeno devem ocorrer no Sul do País entre novembro e dezembro, quando há tendência de chuvas abaixo da média. “Os modelos indicam um La Niña curto, que pode reduzir a umidade nesse período, mas sem impactos severos à safra”, afirmou. 

Varone prevê normalização do clima a partir de janeiro na região, com chuvas mais regulares e melhora nas lavouras de verão. Por isso, ele recomenda que os produtores reservem água em outubro, aproveitando as chuvas regulares e os reservatórios cheios.

Umidade nas principais regiões produtoras

A EarthDaily, empresa especializada em sensoriamento remoto, também prevê melhora nas condições hídricas em algumas regiões. Para os próximos dias, por exemplo, os modelos apontam aumento da umidade do solo em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, além de chuvas acima da média no Sul. Apenas o Mato Grosso do Sul deve manter precipitação limitada no curto prazo.

Felippe Reis, analista de safra da empresa, avalia que a transição “marca o fim da fase crítica da seca e o retorno a condições mais equilibradas de umidade”. Segundo ele, temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média ajudarão a conter a evaporação e favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras.

Em Mato Grosso, a umidade segue abaixo da média, mas em níveis semelhantes aos do ciclo anterior, que teve bom desempenho produtivo. Em Goiás, a tendência é de recuperação gradual, enquanto no norte do Paraná ainda terá déficit de precipitação, e o Sul do Estado mantém condição hídrica satisfatória.




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